– Atchim!
Carlos espirrou enquanto bebia.
Mateus, com um olhar brincalhão, provocou: “Alguém deve estar falando de você.”
Carlos ignorou-o completamente, nem mesmo olhou para ele e continuou bebendo.
Ele continuou a beber sozinho até não aguentar mais e caiu.
Ele se recostou no encosto do sofá, com os olhos fechados, puxando com força a gravata, parecendo desconfortável.
“Carlos”, Mateus o chamou várias vezes, mas ele não respondeu.
Percebendo que ele estava inconsciente, Mateus perguntou a Bruno:
“O que aconteceu hoje? Por que ele está tão abatido?”
Mateus escolheu a palavra “abatido”, não “irritado”.
Depois de tanto tempo juntos, Mateus conhecia bem Carlos. A tristeza e a irritação de Carlos eram completamente diferentes.
Esta noite, ele estava triste, não irritado.
Bruno coçou a cabeça, confuso: “Não sei como começar.”
“Diga qualquer coisa que se lembre.”
“Temos que começar falando da Sra. Paz…”
Bruno começou a contar tudo o que aconteceu naquele dia a Mateus.
Mencionou que Miro queria que Carolina fosse sua mãe, a discussão de Miro, que tem transtorno de personalidade múltipla, com Carlos.
Também falou sobre Carlos querendo conhecer o filho de Carolina, e como isso deixou Carolina nervosa e irritada.
Ele continuou, falando sobre Carolina ter desmaiado e sido levada ao hospital, acordando e dando um tapa em Carlos, e sobre Carlos ter sido nocauteado e despido por Carolina…
E antes de irem ao bar, Carlos tinha bloqueado Carolina e a puxado para uma conversa privada na pérgola.
É mais ou menos isso, mas não sei o que eles conversaram em particular, tudo o que sei é que, depois que a Sra. Paz foi embora, Carlão ficou sozinho na pérgola, fumando, e já estava em mau estado. Mateus, com seus olhos penetrantes, escutou calmamente e depois perguntou:
“Nenhuma menção à mãe do Miro hoje?”
Bruno balançou a cabeça, “Não sei”.
Mateus murmurou para si mesmo: ” Deve ter sido mencionado, só isso explicaria o motivo de Carlos estar tão abatido.”
“Mas eu não ouvi Carlão mencionando isso.”
“Você não ouviu a conversa deles na pérgola, certo? Talvez tenha sido quando isso foi mencionado?!”
“Pode ser, mas por que Carlão discutiria sobre a mãe de Miro com a Sra. Paz? E por que ele estaria tão irritado?”
Mateus olhou para Carlos, que estava bêbado, e retrucou:
“Miro quer que Carolina seja sua mãe?”
“Sim!”
“Ele não quer mais a própria mãe?”
Bruno, frustrado, respondeu: “Não sei, é complicado, Miro é tão enigmático quanto Carlão.”
Mateus continuou: ” De quem foi a ideia? De Miro ou de Carolina?”
“Parece que foi de Miro.”
“Então, Miro está superando seus traumas, isso deveria ser bom.”
“Mas Miro também quer que Carlão se case com a Sra. Paz.”
“Sério? Isso também?”
“Sim! A briga de hoje entre Carlão e a Sra. Paz definitivamente tem a ver com isso. Carlão só tem a mãe de Miro no coração, não tem interesse na Sra. Paz. Ele suspeita que a Sra. Paz esteja influenciando Miro por trás, por isso está ressentido.”
“Mas eu não consigo imaginar como eles discutiram sobre a mãe de Miro.”
Mateus concluiu: “Uma mulher que se busca há seis anos sem sucesso, quem sabe se ela ainda está viva! Mesmo que ela esteja, e Carlos a encontre por sorte, e se ela já tiver sua própria família? Carlos não pode simplesmente forçá-la a se divorciar, pode?”
Bruno concordou com um aceno, mostrando que entendia o ponto de Mateus.
“Exatamente! Na minha opinião, o Carlão deveria ficar logo com a Srta. Paz. Ela é linda e de bom coração, o Miro também gosta dela, e o Carlão não tem nada contra ela. Se eles ficassem juntos, a pequena família se tornaria uma grande família de seis pessoas. Seria perfeito.”
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